sábado, 15 de agosto de 2009

Escola da Vida

É eu já vim daí da onde você voltou
Sofri por demais e agora estou aqui
Para te consolar, como um dia alguém me consolou

Sei do desamparo e do desespero, das lágrimas que você chorou
Realmente é difícil aprender certas coisas na escola da vida

Mas tudo bem, fique tranquila
Sempre a gente supera, levanta das quedas, cicatriza as feridas
É só uma questão de atitude, perdão, suor e amor
Portanto levante a cabeça e deixe que o tempo cuide de tudo

Pois um dia você vai estar aqui no meu lugar
Para consolar um outro alguém que precisará certamente também de você

E você poderá então dizer:

É eu já vim daí da onde você voltou...
Sofri por demais e agora estou aqui
Para te consolar, como um dia alguém me consolou

Autor: João Paulo Machado Silva

*Todos os direitos autorais reservados - Copyright

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Um sonho de amor


Sobe o menino
Por entre montes e colinas
Querendo tocar o céu

Só ele sente
Os ventos frios do horizonte
Que passeiam ao seu redor

A brisa sussurra em seu ouvido:
- Anda, anda menino!
Vai tocar no sol, voa como um pássaro aprendiz
E vai encontrar a felicidade!

Ele anda, anda, anda
Até que o cansaço chega
E toma para si
Seu corpo tão franzino

Cada vez mais perto
E cada vez mais longe

Pára sozinho
E senta na sombra da pedra
A qual havia chutado outrora

Uma profunda tristeza sentida
E em seu pequeno coração
Apenas desesperança Meu Deus !
Como sofria aquela criança

Enquanto estático permanecia
Tão simples, mas tal qual a paisagem

Esperava pela chuva que caía
De seu rosto como se fosse lágrima

Sentiu o desespero da viajante tempestade
Que arrasta a tudo e a todos
Com seus gritos e indiferenças

Entre nuvens negras e trovoadas
Levantou-se como heróico aventureiro

E prosseguiu com medo e curiosidade

- Puxa! Quanta força de vontade !

Disse cada gota que rolava de seus olhos

Tristonhos

Brilhantes

Castanhos

E escuros

Sob um gesto de consolo

Sorriu sinceramente

E quando alcançou o ponto mais alto da montanha
Não sentia algo demais

Nenhum sentimento
Nenhuma diferença ou felicidade

Momentaneamente
Sentiu-se frustrado
E chorou...

Como se o trabalho de evoluir fosse em vão
E o resultado desse em nada Pensando na vida...
Em seu futuro, no presente e no passado

Pulou do topo do céu
Como um ser alado
Feliz ou infeliz
Tão somente desacreditado

Para o abismo do desconhecido...
Perdido
Sem mais
Sol
Colina
Ou ilusão

Percebeu que quem faz os sonhos somos nós
E descobriu os mistérios do coração

Tomou forma de anjo
E ascendeu ao universo

Tocou no sol
na lua
e nas estrelas

E encontrou a felicidade
Num lugar que não se pode fugir:
Na sua vida
No amor dentro de si

E acordou simplesmente
Para sonhar mais uma vez...

Autor: João Paulo Machado Silva
*Todos os direitos autorais reservados - Copyright
*Poesia registrada na Academia Paraense de Letras - 2005




segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Radicalismo do Amor




Coexistência. Palavra simples que denomina existência simultânea. Mas quando se tratam de religiões, a intolerância prevalece. Infelizmente vivemos uma espécie de contra-cultura contemporânea, que insiste no radicalismo. Vemos seitas suicidas, homens-bomba morrendo, matando e destruindo, atentados terroristas de várias espécies e naturezas, cuja a finalidade segundo seus seguidores, é sempre por uma "causa maior". Da mesma forma que somos vítimas, reagimos sob a velha lei humana: "se com ferro, feres, com ferro serás ferido", popularmente, "olho por olho, dente por dente".

Sou cristão e confesso, sou um defensor árduo de um radicalismo liberal. Como assim? Embora tais palavras soem antagônicas, elas são na realidade bem fundamentadas. Explico. Jesus Cristo foi exemplo do radicalismo mais liberal que a história já registrou.

Posso estar errado, mas minha interpretação da vinda do Messias, foi criar um novo padrão de comportamento para a raça humana. Um padrão de uma coexistência pacífica. Ele não fazia acepção de pessoas. Quando das muitas vezes afrontado, traído e agredido, reagia, de maneira contrária aos padrões até então impostos pela sociedade na época. "Misturava-se" facilmente entre as multidões, apesar da salvaguarda em relação aos oportunistas. Era crítico ferrenho dos hipócritas e isso talvez, tenha custado de maneira determinante, a sua própria vida.

Muitos não acreditam em Deus, e são ateus, outros não acreditam em nada e nem em ninguém, outros ainda somente acreditam se forem em mais de uma divindade, mas, o que realmente importa é o respeito que devemos ter para com o nosso semelhante. Certa vez o apóstolo Paulo, percorrendo a Grécia em suas viajens missionárias, deparou-se com a seguinte situação (Atos dos Apóstolos, capítulo 17, versículos 18 a 23):

Estavam pois, no Areópago, filósofos epicureus e estóicos, contedendo com Paulo por este estar pregando a Cristo e a Ressureição. Eis que Paulo, vendo o santuário dos atenienses, achou um altar, em que estava escrito: Ao Deus do Desconhecido. Oportunamente, disse: Esse, pois, que vós honrais, não o conhecendo, é o que eu vos anuncio.

Não houve discussão, não houve agressão física e nem mortes, ao contrário do que muitos acreditam e defendem, o Cristianismo prega a paz. Mas a paz que excede todo o entendimento. Portanto não cabe a nós compreender o radicalismo do amor de Cristo.

Este amor não tem denominação, religião, doutrina, prismas ou paradigmas diferenciados. Baseia-se tão somente na fundamental idéia de aceitar a Jesus como único e suficiente Senhor e Salvador. Não me parece muito, para uma vida eterna no paraíso.

Entretanto, muitas pessoas tem a visão equivocada de que aceitando a Cristo, terão a sua vida limitada, tendo que abrir mão de sua vida "secular". O mesmo apóstolo Paulo, fala em 1 Coríntios 6:12:

"Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma".

E repete em 1 Coríntios 10:23, "Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas edificam".

Isto quer dizer que, não há obrigação nenhuma de deixar de lado uma vida de interação com a realidade deste mundo. As "coisas que não nos convém", são reconhecidas por nós mesmos num gradativo processo de autoconscientização. Quem convence é o Espírito da Santíssima da Trindade: "Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito" (João 14:26).

Por enquanto é isso aí amiguinhos(as),

Um forte abraço

E fiquem com Deus!

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Ironia... Que Nada! É pura monotonia!

Olá amiguinhos(as)!

Como estão as férias? Tudo bem?

Durante esse verão, tenho observado um frenético movimento, estimulado por um impagável apelo comercial e por um ritmo que de fato, é realmente contagiante.

Mas tal musicalidade, tem gerado verdadeiras "pérolas", que têm sido propagadas nos meios mais exigentes e de maior poder aquisitivo. É a elite, se rendendo ao "talento" do povão.

Recentemente uma reportagem veiculada nos Programas do "Ratinho" e "Show da Gente" mostrou a aparelhagem "Rubi" e levou ao palco de sua programação, a banda "Ravelly", atração de Belém, que tem feito muito sucesso através do "Tecnobrega".

Preferências à parte, analisemos os "sucessos" do verão, onde os Djs, são desde os animadores da festa e promotores da paz, até se tornarem depois, os próprios cupidos:

Atração Pitbull I (Versão Dj Jobson)

E esse som é muito louco
diferente, é animal
a batida é envolvente e é especial

vem que a festa é nossa e o show é quente
, é pura emoção
É o Atração PitBull detonando o coração

Vem gatinho lindo, é o PitBull que vai arrazar
, vai te fazer suar
Ele chegou enfurecido, ele é demais
! vou me apaixonar...
Vem comigo Detonar !

Chegou delírio envolvente com o Dj
que manda ver
Adinaldo no comando para estremecer

Toca os sucessos do momento
ele é pressão
é o Atração PitBull
detonando o coração !

Para ouvir clique:
http://www.garagemmp3.com.br/jobson/atracao-pit-bull

Atração Pitbull II (Versão Dj Gaiato, Dj Adnaldo e Dj Wando)

Vai Vai Vai
O Adnaldo vai tocar nossa canção
Você vai se envolver e per
doar meu coração
Vou curtir o Pitbull

A verdade eu sei sem seu amor

Sim ao meu lado amor nunca viverei

Sei que errei mas aprendi

Outra estória agora eu escrevi

Sua estória não convence não vou mais te amar

Pois agora tenho outro amor em seu lugar

Eu fiquei enfurecido e fui ao "Atração"

Lá eu encontrei alguém que preencheu o meu coração
Não Não Não faz isso não
Fica calmo amor

Escuta a canção

O Adnaldo vai tocar nossa canção

Você vai se envolver e perdoar meu coração

Sei que agora é mais difícil tens que aceitar
Você foi meu grande amor

Tenho que tentar

Vou curtir o Pitbull pra me convencer

Vou te dar mais uma chance pra não te perder


http://www.tecnomelody.com/2009/03/melody-atracao-pitbull-super-vetron.html

Fonte: http://www.tecnomelody.com/

Não sou adepto, de nenhum tipo de preconceito, seja ele qual for, e apesar de ter minhas aptidões, concordo com o Sr. Carlos Eduardo Massa (o Ratinho) que o Brega e o Tecnobrega, são ritmos genuinamente brasileiros. Com uma alegria particular e uma produção independente, nossos artistas paraenses, têm se superado nos quesitos criatividade e originalidade.

Muitas das vezes são ridicularizados pelos seus próprios conterrâneos e apesar disso, acabam alcançando o sucesso em outros estados do país, inclusive no exterior.

Agora convenhamos, existem sim, letras totalmente desprovidas de nexo e que fazem apologia a comportamentos antisociais, pra não usar do termo "vulgares".

Particularmente, gosto muito do Sayonara Show Band, da rapazeada do La Pupuña, do Arraial do Pavulagem, do Grupo Cabanagem, do Carimbó genuíno da terra, da verdadeira Música Popular Paraense e de algumas bandas de Reague e Rock Regional, da nova geração.

Mas é preciso que tenhamos senso crítico sempre, para não tornar nosso padrão musical em uma banalidade, puramente comercial. A música é inquestionavelmente, uma forma de expressão, que deve sobretudo, levar uma mensagem de alegria, paz, amor e esperança. Antes de tudo, nossos músicos e compositores, têm a obrigação de promover a tolerância, a reflexão sobre nossas sub-humanas mazelas, valorizar as belezas naturais da terra e a grandeza da nossa cultura... Mas há quem pense que não...

Existem verdadeiras poesias, esperando para serem cifradas.

Melodias tais quais as de Nilson Chaves, Vital Lima, Fafá de Belém, Leila Pinheiro, Lucinha Bastos, Alcyr Guimarães, Marco Monteiro, Marco André, Simone Almeida, Edgar Júnior, Pedrinho Cavalléro, Olívia Magno, Lia Sophia entre outros...

Existem baladas a serem tocadas, como as do Tonny Brasil, Kim Marques, Adilson Ribeiro, Nilk Oliveira, Mário Senna, Edilson Moreno, Marcelo Wall e Wladimir Costa, precursores do "brega pop", popularizado enfim, pela dupla Chimbinha e Joelma, através da Banda Calypso.

Do brega pop veio o tecnobrega, surgido das periferias paraenses.

Mas quem disse que da periferia, também não se originam coisas boas?

O Paralamas e a Coca Cola que o digam:

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Minhas Músicas Favoritas

Minha linda "Sereia" Mariana (de Rosa)

e suas amigas maravilhosas...


Garota Dourada

(Composição: Wander Taffo / Lee Marcucci / Nelson Motta)


Navegando no teu mar
Flutuando no teu ar
Mergulhando em tua luz vida
Deslizando no teu céu
Me aquecendo em teu calor
Penetrando no teu corpo
Ela veio assim
Meio afim de mim
Eu não disse nem que sim nem não

Refrão:

Garota Dourada quero ser teu irmão
Eu sou teu irmão namorado
Um beijo na boca
Um abraço apertado
Forte e suado
Quente como as noites quentes do verão que brindamos
Quando nos demos as mãos

Navegando no teu mar
Flutuando no teu ar
Mergulhando em tua luz vida
Deslizando no teu céu
Me aquecendo em teu calor
Penetrando no teu corpo
Ela veio assim
Meio afim de mim
Eu não disse nem que sim nem que não

Refrão:

Garota Dourada quero ser teu irmão
Eu sou teu irmão namorado
Um beijo na boca
Um abraço apertado
Forte e suado
Quente como as noites quentes do verão que brindamos
Quando nos demos as mãos

sábado, 4 de julho de 2009

Férias! Novas e velhas divagações sobre a natureza da realidade...


Fale jovens...

Como estão ? Tranquilos?

Pois é, né?

Cá estou eu... desta vez para divagar sobre a natureza da realidade...

Putz, acho que deve estar subindo pra cabeça...

E olha que não é por falta de mulher, não certamente não é...

Infelizmente quem eu quero não me quer e quem me quer, sou eu quem já nem sei se ainda quero mais... que situação complicada! Depois de 7 anos no Tibet, meditando cheguei a seguinte conclusão: Primeiro: tudo é mais simples do que parece... a gente é que complica. Segundo: O amor não é um bicho de sete cabeças, na minha conta só tem duas : a de cima e a de baixo, quanto mais você usa a de cima menos apaixonado fica, agora quando usa a de baixo... (que coisa machista... é eu sei). Terceiro: Mulher é um animal sentimental que se apega facilmente, portanto presa fácil para nós: homens, falo por mim... não por vocês. Quarto: o quarto nem sempre é o melhor lugar para se resolver os problemas do casal, mesmo que a solução possa estar em cima da cama, e Quinto e último pensamento: Nunca desista de sonhar, aquele que sonha, vive e morre em busca de esperança!

Ame de verdade

Aproveite os bons momentos da vida ao lado de quem realmente vale a pena

Não desista nunca dos seus sentimentos

E nunca deixe que o pessimismo vença, pois se isso acontecer você não terá mais coragem, nem forças para lutar contra os desafios do dia-a-dia


Um grande abraço



sábado, 27 de junho de 2009

Ensaio Para Passos e Compassos de um Arraial Junino

Quando danço um forró
Bem arrochado com você
Não tenho vontade de parar
Gosto mesmo é de suar
Sentindo seu corpo, molhado de prazer

Braços de um amor de origem nordestina
Que me agarram e me inspiram a escrever
Compor versos repentistas numa letra de São João,
Compassos de baião em versos de condel
Doce mulher a me beijar
Com o mel mais puro que minha boca já provou
Numa fogueira rastapé
Me deleito incessantemente nos seus lábios de menina

Manhas e manhãs de um dia que jaz adormecido,
Maçãs de um amor que, quem dera, não fosse proibido

Delicadeza sem fim, com gosto de Quindim,
Doce desejo feminino,

Quentão em desatino,
Num corpo de mulher, um copo nectarino
Maravilha do sertão que desejo tragar sofregamente...
Beijo de moça, com teor de mistério, deleite condensado de amor

Sabor de um êxtase enlouquecido, doce pecado a me seduzir continuamente...


No céu da minha boca, o balão voa sem destino
Explodindo assim, os fogos de todos os meus artifícios 
Fazem eu lembrar dos meus tempos de menino, um "gigante" do norte que nunca temeu estrebuchar na ponta de uma faca...

Pé de moleque ligeiro, corpo, alma e espirito de Lampião,
Sem medo de provocar, qualquer que fosse o capitão.

Desde a época em que Gonzagão cantarolava ao vivo a sua cantiga
Quando você ainda nem sonhava em ser o meu xodó 
Eu não imaginaria isso, nem mesmo que você fosse, o meu par de amor prometido.

Hoje, quero protagonizar, na roça, nesse período tão junino 
Um tradicional casamento nordestino
Mesmo que seja um casório fajuto, no meio da palhoça,
Será um compromisso verdadeiro, 

Seja como for, que ele seja sempre o primeiro e o mais inesquecível, entre eu e "vósmicê"...

Eita...
Olha a chuva!
É mentira!
Anavan! Balancê!
Despedida! Returnê!
Acaba não... Mundão!
Trem danado de bom...
Gostoso mesmo nessa vida, é ter você, meu eterno meu bem querer!